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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Seca prejudica produção de coco no Ceará

A falta de água tem comprometido a produção de um dos frutos tradicionais no Ceará, o coco. O estado é o segundo maior produtor de coco do país, atrás somente da Bahia. Em Paraipaba, a 120 quilômetros de Fortaleza, 2055 famílias dependem do cultivo do fruto em áreas irrigadas. Vistas de longe, as áreas cheias de coqueiros parecem fartas. Mas, de perto, é possível ver que os efeitos da falta d'água deixam o coco manchado, pequeno e inviável para o consumo.

Atualmente, o reservatório está com 2, 85% da capacidade e 15 metros abaixo do nível registrado em 2010, antes da seca. Em maio deste ano, o nível do açude ficou abaixo das comportas que levavam água para irrigação. O que sobrou é o chamado volume morto, reservado somente para o consumo humano. Por isso, não pode ser usado nas plantações.

O temor agora é que a situação fique ainda mais crítica. Até a fábrica que compra parte da produção parou temporariamente de funcionar e deixou de exportar água de coco. Para os agricultores da região, é uma situação que se compara à da seca de 1915, uma das piores da história do estado.


O Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) informou que vai começar, ainda no mês de agosto, a perfurar sete poços na área que não dispõe mais de irrigação. O Dnocs ainda afirmou que solicitou um milhão e meio de reais ao Ministério da Integração Nacional para perfurar um total de 40 poços para recuperar a produção do coco, mas não há previsão para que esse repasse seja feito.

Com informações do G1.

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