A falta de água tem comprometido
a produção de um dos frutos tradicionais no Ceará, o coco. O estado é o segundo
maior produtor de coco do país, atrás somente da Bahia. Em Paraipaba, a 120
quilômetros de Fortaleza, 2055 famílias dependem do cultivo do fruto em áreas
irrigadas. Vistas de longe, as áreas cheias de coqueiros parecem fartas. Mas,
de perto, é possível ver que os efeitos da falta d'água deixam o coco manchado,
pequeno e inviável para o consumo.
Atualmente, o reservatório está
com 2, 85% da capacidade e 15 metros abaixo do nível registrado em 2010, antes
da seca. Em maio deste ano, o nível do açude ficou abaixo das comportas que
levavam água para irrigação. O que sobrou é o chamado volume morto, reservado
somente para o consumo humano. Por isso, não pode ser usado nas plantações.
O temor agora é que a situação
fique ainda mais crítica. Até a fábrica que compra parte da produção parou
temporariamente de funcionar e deixou de exportar água de coco. Para os
agricultores da região, é uma situação que se compara à da seca de 1915, uma
das piores da história do estado.
O Departamento Nacional de Obras
contra a Seca (Dnocs) informou que vai começar, ainda no mês de agosto, a
perfurar sete poços na área que não dispõe mais de irrigação. O Dnocs ainda
afirmou que solicitou um milhão e meio de reais ao Ministério da Integração
Nacional para perfurar um total de 40 poços para recuperar a produção do coco,
mas não há previsão para que esse repasse seja feito.
Com informações do G1.

Nenhum comentário:
Postar um comentário