Páginas

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Polêmica em torno do casarão onde morou Aluísio de Azevedo

Foto: O Estado
A proprietária do casarão onde morou o escritor maranhense Aluísio de Azevedo, localizado na Rua do Sol, nº 567, no Centro de São Luís, tem 15 dias para fazer obras de escoramento, limpeza e conservação para evitar o desabamento e eliminar o processo de deterioração do imóvel, que é tombado e constitui parte do patrimônio histórico da capital maranhense. A decisão é da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

Em caso de descumprimento, ficou estabelecida multa diária de R$ 1 mil, conforme estabelecido pelo juiz titular da unidade judicial, Douglas de Melo Martins.

A decisão judicial em caráter liminar é resultado de uma em ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado contra a dona do casarão, ingressada em março deste ano. No pedido, o MP se baseia no laudo de vistoria do Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico da Secretaria de Estado da Cultura.

A vistoria concluiu que a proprietária do casarão realizou demolições e alterações ilegais nas características arquitetônicas do imóvel, descaracterizando o prédio com a construção de laje na parte posterior do terreno, demolição da parte externa, além da retirada de forros e piso de madeira.
A Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural de São Luís afirma que o imóvel é tombado pelo Estado do Maranhão, por meio do decreto estadual 10.089/1986. Alega que, por conta das alterações feitas no casarão e também pelo risco de perecimento do imóvel, é necessária a imediata realização de obra de contenção e escoramento do prédio.


O caso veio à tona no mês de março, quando uma denúncia de que o casarão poderia se transformar em espaço para estacionamento foi publicada por meio de uma postagem do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), na página da instituição no Facebook.

Nenhum comentário:

Postar um comentário