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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Como o nordeste virou a China brasileira

João Carlos Paes Mendonça (Foto: Helia Scheppa)
Há 15 anos, o empresário sergipano João Carlos Paes Mendonça não tinha investimentos em shopping centers. Hoje, seu grupo, JCPM, é um dos cinco maiores do país no setor, com participação acionária em 11 shoppings. Seu sucesso é consequência e causa do crescimento econômico do Nordeste, onde ele concentra seus empreendimentos. Nos últimos 15 anos, a região, com mais de 53 milhões de habitantes (27% da população brasileira), deixou de ser vista como um caso de crise e pobreza sem solução. Entre 1995 e 2009, o PIB nordestino cresceu 53,4%, 14% acima da média do país. O crescimento nordestino é consequência de três movimentos: injeção de dinheiro público na economia local (com obras de infraestrutura e programas de renda mínima), crescimento de empresas locais (como o grupo JCPM) e atração de empresas multinacionais e de outras regiões do país.
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Maior bolsão de pobreza do Brasil, com metade da população nas classes C, D e E, o Nordeste foi o principal beneficiário da queda da inflação, a partir de 1994, e dos programas de redistribuição de renda, como o Bolsa Família, desde 2003. O Nordeste recebe metade dos recursos distribuídos pelo Bolsa Família (R$ 4,2 bilhões, nos quatro primeiros meses deste ano). A região também é foco prioritário das obras de infraestrutura do governo federal. No governo Lula (2003-2010), 18% dos investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) contemplavam o Nordeste. “O valor orçado era superior ao PIB da região”, diz Alexandre Rands, economista da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Com os repasses do Estado, o vento de prosperidade soprou o mercado nordestino de baixo para cima. Beneficiou desempregados, trabalhadores, pequenos e grandes empreendedores locais, como Paes Mendonça. Entre 2008 e 2010, a taxa de sobrevivência de empresas no Nordeste superou a média nacional. “O custo Nordeste é muito menor que o custo Brasil”, diz Edênio Nobre, diretor do BicBanco, banco cearense especializado em empresas de pequeno e médio porte. Segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os pequenos negócios já são responsáveis por 58,2% dos empregos com carteira assinada no Piauí. “O empreendedorismo está em alta, num ambiente próximo ao pleno emprego”, diz Luiz Barretto, presidente do Sebrae. De 2002 a 2012, a região criou mais postos de trabalho que a média nacional. O impacto direto desse desenvolvimento pode ser visto na evolução da renda média por habitante. No Nordeste, ela foi maior que a média nacional. Isso permitiu uma inversão no tradicional movimento migratório de nordestinos para o Sudeste. Ele encolheu 5%, desde os anos 2000. No mesmo período, o número de não nordestinos que decidiram se estabelecer na região cresceu 14%. “Isso é importante, pois estamos falando da região mais difícil do país”, diz João Policarpo Lima, pesquisador da UFPE.

Para Paes Mendonça, o maior dinamismo da economia local foi a oportunidade para lançar empreendimentos de maior valor agregado – uma transformação relevante, numa família que testemunhou o crescimento da economia da região. Desde os anos 1930, seu pai, Pedro, era dono de mercearias. Na década de 1960, a família passou a investir em supermercados, como a rede Paes Mendonça. Em 2000, ele se afastou do varejo. Vendeu os supermercados Bom Preço e o cartão de crédito Hipercard, para montar o grupo JCPM. Além de 11 shopping centers, o JCPM atua nos setores imobiliário e de comunicações. É hoje o maior grupo empresarial da região. “Um novo mercado se abriu para profissionais mais qualificados, salários mais altos e consumidores mais exigentes”, diz Paes Mendonça.

Multinacionais foram atraídas para o Nordeste: Mondel’s International (antiga divisão de guloseimas da Kraft Foods), Fiat, Ford e Coca-Cola são exemplos. “As empresas instalaram-se atraídas por um mercado proporcionalmente maior que a renda gerada na região, dada a grande transferência de recursos do governo federal”, afirma Rands, da UFPE. Além do potencial do mercado consumidor emergente, pesaram na decisão das empresas incentivos fiscais generosos, como isenção de ICMS, e a presença de portos integrados a polos industriais. É o caso dos portos de Camaçari, na Bahia, e de Suape, em Pernambuco. Sede da fábrica da Ford na Bahia, Camaçari responde por 30% do PIB do Estado.

A industrialização faz o Nordeste seguir os passos do desenvolvimento trilhados pelo Sudeste há seis décadas. Há um longo caminho a percorrer. As carências mais significativas estão no semiárido nordestino, desprovidas do dinamismo econômico das capitais litorâneas. Apesar das obras do PAC, portos, aeroportos e estradas são ineficazes. “A falta de infraestrutura ainda é um entrave. Não temos estradas suficientes”, diz Paes Mendonça. “Nem ferrovias que sirvam de alternativa.” A educação também preocupa. Em 2007, quase 20% da população nordestina com mais de 15 anos não sabia ler ou escrever, ante a média nacional de 10%. A educação, como em todo país, deve ser prioridade.
Há 15 anos, Graziele Oliveira dividia seu tempo entre escola, natação e livros de Sherlock Holmes  
Crescimento com a mão do Estado (Foto: ÉPOCA)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Brasileiros querem viajar para o Nordeste, diz pesquisa do MTur

A região aparece no topo da preferência de 55% dos entrevistados. O Sudeste aparece com 19,9% das A maioria dos brasileiros que pretende viajar pelo Brasil até dezembro deste ano irá para algum destino do Nordeste. Mais de 55% dos entrevistados, em junho, em sondagem encomendada pelo Ministério do Turismo, apontaram a região como roteiro de viagem nos próximos seis meses.
Fortaleza é um dos destinos preferidos
Depois da região Nordeste, o Sudeste aparece como segundo destino, com indicação de 19,9% dos entrevistados que pretendem viajar. As posições vêm se mantendo desde janeiro passado, de acordo com a Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem, realizada mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas nas seis maiores regiões metropolitanas do país.
A região Sul aparece com 11,9%, a Centro-Oeste com 9% e a Norte com 4% na indicação dos entrevistados em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Se comparado ao mês passado, houve aumento no percentual de entrevistados que pretendem viajar para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste e queda na intenção de viagem para o Sul e Sudeste.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Morre a 16ª vítima após início de protestos

O estudante de 14 anos participou do protesto em Teresina, sem o consentimento da mãe e morreu atropelado
Teresina. Um estudante de 14 anos que havia sido atropelado durante um protesto pela redução do preço da passagem de ônibus em Teresina (PI) morreu na noite de ontem após ficar dez dias internado na UTI.

As manifestações tiveram continuidade ontem com menos intensidade, que no início do movimento que lotou por vários dias as ruas do Rio FOTO: REUTERS

Paulo Patrick Silva de Castro havia sofrido traumatismo no crânio e fraturas nos braços e pernas após ser atingindo por um táxi durante manifestação no dia 26 de junho.

O ato pedia a redução da tarifa de ônibus de R$ 2,10 para R$ 1,75 , além de passe livre. O garoto foi para o ato sem o consentimento da mãe.

Por volta das 20h de ontem, a equipe médica do Hospital São Paulo, em Teresina, atestou a morte cerebral do adolescente. Trata-se da 16ª morte decorrente de protestos realizados em todo o país nas últimas semanas.

"Ele lutou até o fim, mas nos últimos dias não estava reagindo ao tratamento. Sua pressão foi a zero e seu cérebro com a lesão estava deteriorando. Não havia mais jeito", disse emocionado Arthur Kauê de Castro, 16, irmão da vítima.

Arthur conta que o sonho do irmão era ir para a seleção brasileira de handebol. Paulo era estudante secundarista e atleta do time de handebol do colégio Caic Balduíno, em Teresina.

A família anunciou a doação dos órgãos (córnea, rim, fígado e coração). Por isso, o sepultamento do estudante só será realizado nesta segunda.

Atropelamento
Paulo foi atropelado no momento em que o protesto do qual participava interditou a ponte Juscelino Kubitschek, principal via de ligação entre as avenidas Frei Serafim a João 23.

Um grupo de cem estudantes fechou a ponte e, no meio do corre-corre após confronto com a tropa de choque da Polícia Militar, Paulo foi atingido por um táxi no momento em que tentava passar de uma pista para a outra, segundo a Polícia Rodoviária Federal. A Polícia Civil abriu inquérito e ainda investiga se o atropelamento foi acidental. No mesmo dia, outro estudante foi esfaqueado na avenida Frei Serafim durante as manifestações em Teresina. Ele foi socorrido e passa bem.

Balanço
Além de Paulo, pelo menos outras 15 pessoas morreram no país em decorrência de protestos realizados por diferentes grupos, com pautas de reivindicações variadas.

Cinco mortes - uma no Rio Grande do Sul e quatro na Bahia - tiveram relação direta com os protestos de caminhoneiros que interditaram rodovias na semana passada para pedir, entre outras coisas, redução no preço de pedágios e do combustível.

A demais mortes ocorreram em protestos na parte mineira da rodovia Fernão Dias (5), em Belo Horizonte (1), em Ribeirão Preto (1), em Belém (1) e numa rodovia perto do município goiano de Cristalina (2). A Polícia Civil de Minas Gerais ainda investiga outra morte que pode ter relação com protestos.

Na quinta-feira, um menino morreu após ter sido baleado na cabeça em Santa Luzia (região metropolitana de Belo Horizonte). Ele foi atingido supostamente por um PM aposentado. A polícia diz que o suposto autor do disparo atirou para dispersar manifestantes. Os vizinhos, no entanto, dizem que na rua onde o menino foi baleado não havia protesto e que o tiro foi disparado contra crianças que jogavam bombinhas na rua. 

Ceará contabiliza 700 autuações por crimes ambientais

De janeiro a junho, já foram capturados 1.258 animais, 952 eram pássaros, além de 306 outros bichos
Ao todo, foram lavrados 700 autos de infração relativos a crimes ambientais no Estado, nos seis primeiros meses de 2013, conforme o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Destes, 90% correspondem a autuações contra a fauna, principalmente a apreensão de aves silvestres. Na Operação Migratórios do Ibama, realizada de maio até o último dia 6, houve apreensão de 4.500 avoantes, e um total de 60 autuações.

Anualmente, ocorre uma média de 1.800 autuações desta natureza. Somente na Operação Migratórios, do Ibama, por exemplo, realizada de maio até o último dia 6, houve apreensão de 4.500 avoantes FOTO: ALEX COSTA

Apesar queda de 12,5% de um ano para o outro, comparando com igual período de 2012 - quando foram lavrados 800 autos de infração, - estes crimes ainda preocupam órgãos competentes. Segundo o Ibama, anualmente ocorre uma média 1.800 autuações desta natureza.

O balanço do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA), mostra uma elevada quantidade apreensões de animais silvestres, ou seja, crimes ambientais contra a fauna. De janeiro a junho deste ano, já foram capturados 1.258 animais, 952 eram pássaros e 306 outros bichos.

Segundo o chefe da fiscalização do Ibama, Rolfran Cacho Ribeiro, a maior parte destas aves silvestres são comercializadas em feiras livres, como a Feira da Parangaba, onde, de acordo com ele, os bichos são vendidos por valores de R$ 30 a R$ 1 mil.

A maior parte destes animais são oriundos tanto do Interior do Ceará, de cidades como Crato, Canindé, Miraima, Sobral, Parambu, quanto do Norte do País. Rolfran informou ainda, que devido ao transporte irregular, destes animais 30% morrem.

Transporte
"Muitas destas aves são transportadas nestes caminhões de madeireiras e ao longo da viagem são alimentados de forma inadequada. Acabam não resistindo. No caso de animais como os macacos até cachaça costumam dar para estes animais", diz Rolfran.

A maioria dos autos são contra traficantes, vendedores e transportadores de espécies silvestres. As situações irregulares mais constatadas são de comércio ilegal, manutenção em cativeiro e tráfico de animais.

Além da fauna, os crimes mais recorrentes, segundo o Ibama, são contra a pesca, degradação ambiental, transporte de produtos florestais, armazenamento e comércio. Dentre os animais mais apreendidos nas operações estão os papagaios, periquitos, galo campina, sabiá, bigodeiro, gavião, macaco prego e jacaré.

Os crimes contra a fauna costumam ocorrer ao longo do ano, já quanto a pesca, o período de julho a novembro é o mais recorrente. Em relação à degradação ambiental e transporte de produtos florestais, as ocorrências são de janeiro a julho.

Segundo o responsável pelo BPMA, major Marcus Costa, os delitos ambientais ocorrem durante o ano, "porém alguns são sazonais por forma de norma legal, como a piracema, que é o período de reprodução dos peixes, onde a pesca de algumas espécies é proibida e o defeso da lagosta (janeiro a maio), e outros ocorrem mais de quinta à domingo, como a poluição sonora e as rinhas de galo".

Além disso, somente a BPMA apreendeu 113 galos, e o Ibama 240. "Quando falamos em canários, este quantitativo é superior. Somente neste ano, capturamos 295 em rinhas", acrescentou Rolfran Cacho.

sábado, 6 de julho de 2013

Salinização de áreas irrigadas degrada terras do Nordeste

Um sítio, em Ibimirim, no sertão dePernambuco, foi abandonado. O agricultor, que já plantou tomate, milho e cebola no lote irrigado, não se conforma. “Não dá para plantar mais nada. Aqui está inutilizado pra gente”, observa Marlos Robson Dávila.
A  ameaça que degrada os solos e  avança pelas terras secas do semiárido é a salinização. O resultado é devastador. A primeira impressão que a gente tem é que todo esse terreno foi coberto por uma fina camada de areia, mas olhando de perto, a gente observa que a mancha branca no chão é formada por uma concentração de sais. Esse processo de salinização acaba com a fertilidade do solo.
O chão branco é como uma sentença para a terra. A composição do solo - muito rico em minerais - e as águas subterrâneas - muito salgadas do Nordeste - ajudam a explicar o processo de salinização que se agrava com a seca severa.
O calor causa a forte evaporação que retira a água do subsolo e trás os sais até a superfície. A água dos reservatórios também evapora, deixando os sais cobrindo a terra.
“À medida que você vai diminuindo a quantidade de água, vai aumentando a concentração e, consequentemente, o teor de sal vai aumentar", explica Geilson Demétrio, professor de hidrogeologia da UFPE. 
Os pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco medem uma vez por mês a quantidade de sal de 70 poços usados para irrigação no sertão do estado e comprovaram que as águas subterrâneas têm uma concentração muito grande de sais.
“Uma água com quantidade de sais muito próximas à do mar”, relata Robertson Fontes Jr., pesquisador da UFRPE.
A recuperação de terras salinizadas custa caro e pode levar anos. Em muitos casos é inviável. A longo prazo, a salinização pode provocar um problema ambiental ainda mais grave.
“Desertificação, degradação e perda de área produtiva”, alerta Abelardo Montenegro, professor de recursos hídricos da UFRPE.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Aquecimento global terá maior impacto na agricultura do Nordeste

Estudo sugere manejo sustentável associado a novas tecnologias e políticas agrícolas menos predatórias
Numa escala de tempo ainda menor do que se poderia imaginar, o aquecimento global irá interferir diretamente na produção de alimentos. O estudo "Aquecimento Global e a Nova Geografia da Produção Agrícola no Brasil", realizado por Embrapa e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é enfático: ou o Brasil muda a sua forma de produzir alimentos ou a agricultura entrará em colapso. O estudo prevê que a situação será mais dramática no Nordeste. E aponta uma solução: uso de novas tecnologias e manejo sustentável integrado.

Consumo de alimentos estará comprometido sem mudanças urgentes
FOTO: KID JÚNIOR
"Podemos adotar práticas de mitigação imediatamente, como fomentar o plantio direto, incentivar a integração entre pecuária e lavoura e os sistemas agrossilvopastoris, reduzir queimadas e o desmatamento, recuperar as pastagens. A maneira de fazer o pasto como importamos da Europa, dos Estados Unidos, no modelo arrasa-quarteirão, com nenhuma árvore no pasto, vai ter de mudar", explica o pesquisador da Embrapa Eduardo Delgado Assad, coautor do estudo.

O tempo urge porque, ainda que as mudanças para um maior aquecimento estejam previstas para 10, 20 anos, mas para se lançar uma variedade mais adaptada ao meio são necessários aproximadamente dez anos.

De acordo com o estudo, até mesmo o melhoramento genético seria uma alternativa de médio prazo, pois em um considerável aumento da temperatura (acima de 2ºC) traria problemas para fotossíntese. Para Assad, as tecnologias serão muito úteis, mas se integrada com políticas de mitigação da exploração dos recursos. Ele afirma que atualmente a agricultura é praticada de forma predatória e migratória das culturas. A pesquisa esclarece que quando se fala em aquecimento global não é só falta de água, na evidente situação de seca. Até mesmo a agricultura irrigada sofrerá, pois se trata do comportamento da produção agrícola diante do aumento da temperatura.

A Zona Norte do Ceará produz morango em áreas elevadas e com temperatura mais amena. De acordo com estudo da Embrapa e da Unicamp, as variedades adaptadas ao clima não seriam indicadas com o aquecimento global FOTO: WILSON GOMES
No caso do Nordeste, o estudo avalia que, tendo um impacto ainda maior, pensar na produção de variedades adaptadas à seca pode ser um erro. A sugestão é potencializar as plantas locais que já servem de alimentos. Tal medida pode ir de encontro às produções agrícolas exóticas com vistas à exportação, como é o caso do morango, no Ceará. O aquecimento só não traria uma péssima situação para a cana-de-açúcar, que teria menos áreas de riscos, favorecendo a produção de etanol. Tampouco isso quer dizer que o país encontre saída nessa monocultura, afinal estamos falando de alimentos.

Redução de carbono

Vale a pena esclarecer que o Brasil tem discutido a redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Entre julho de 2012 e maio deste ano, os financiamentos pelo Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) alcançaram R$ 2,7 bilhões. O Plano ABC firmou contrato com 15 mil produtores rurais para adotarem novas tecnologias que reduzam os gases, como a recuperação de pastagens degradadas e o sistema de plantio direto. O objetivo é reduzir as emissões de GEE entre 36,1% e 38,9% até 2020.